Razão X Religião: Projeto A Magia da Crença

10/02/2019

Em novembro de 2015 criei um projeto fundamentado no surgimento das crenças religiosas em eventos falaciosos de causa e efeito. Como cético, meus objetivos ao pesquisar estas questões foram puros e frios: desmistificar eventos considerados paranormais por aqueles que desconheciam todos os elementos que ocasionavam tais fenômenos, e analisar inferências falaciosas nos indivíduos que presenciavam apenas parte de um fenômeno sem enxergar o contexto por inteiro. Tal pesquisa englobou mais do que apenas a crença no sobrenatural, alcançando tipos de crenças mais mundanas, o senso comum e a criação das mitologias.

A investigação baseou-se em duas fases: primeiro um estudo de campo, o qual observei um evento religioso de magia africana e o analisei criticamente. Na segunda fase, criei uma típica sessão inglesa de espiritualismo do século XIX, conhecida como séance, para fazer com que três indivíduos acreditassem que uma residência estava tomada por espíritos, em data próxima ao Halloween. O evento não se restringiu apenas à crença no paranormal, mas ao condicionamento humano em acreditar em indícios falaciosos sob um determinado contexto. Após a crença adquirida, não há motivo para investigação, pois o senso comum já obteve sua resposta. A crença é um fator primordial para que uma hipótese rume de acordo com a realidade.


Nasce uma ideia

1. As Irmãs Fox foram três mulheres que, nos Estados Unidos da América tiveram um importante papel na gênese do Moderno Espiritualismo Ocidental. As irmãs eram Katherine "Kate" Fox (1837-1892), Leah Fox (1814-1890) e Margaret "Maggie" Fox (1833-1893). As irmãs fizeram sucesso por muitos anos como médiuns que diziam possibilitar espíritos a se manifestarem por batidas (tiptologia). Em 1888 Margaret alegou que as batidas eram uma farsa e no ano seguinte se retratou de tal alegação, dizendo que na verdade eram manifestações mediúnicas mesmo. Este quadro de "confissão" seguido de retratação tem fornecido argumentos para os espiritualistas e materialistas defenderem suas posições sobre o caso, de modo que a controvérsia nunca termina - Fonte: Wikipédia.

2. Harry Houdini, ("O Grande Houdini") nome artístico de Ehrich Weisz (Budapeste, 24 de março de 1874 - Detroit, 31 de outubro de 1926), foi um dos mais famosos escapologistas e ilusionistas da história. [...] Houdini também atuou como um desenganador, tentando desmascarar determinadas pessoas que segundo ele eram charlatões disfarçados de paranormais - Fonte: Wikipédia.

Mais detalhes e o resultado deste projeto encontram-se em meu livro Introdução à Semiologia Investigativa.